“O proprietário quer o imóvel de volta. Posso orientar sem virar processo?”
Essa frase aparece no WhatsApp do corretor com mais frequência do que deveria. Em muitos casos, o pedido parece simples, mas a forma como ele é conduzido define se vira um encerramento tranquilo ou um conflito jurídico caro.
Quando o corretor entende quando o locador pode pedir o imóvel e como orientar passo a passo, ele ganha autoridade, protege o cliente e evita ser puxado para o centro do problema.
Por que a quebra de contrato pelo locador gera tanto conflito na locação
A maioria dos conflitos nasce de três erros recorrentes:
- contrato mal explicado ou genérico
- expectativa desalinhada entre proprietário e inquilino
- orientação improvisada, feita “no feeling”
Na prática, o proprietário acredita que pode pedir o imóvel a qualquer momento. O inquilino acredita que tem estabilidade total até o fim do contrato. O corretor fica no meio, tentando apagar incêndio.
Sem critério jurídico e sem processo claro, o pedido de retomada vira:
- ameaça de ação judicial
- desgaste da imagem do corretor
- perda de confiança do proprietário
A possibilidade de retomada depende do tipo de contrato e do momento da locação. Aqui está o que o corretor precisa ter claro.
Em quais situações o locador pode pedir o imóvel
Contrato com prazo determinado (ex: 30 meses)
Durante a vigência do contrato, o locador não pode pedir o imóvel de volta sem motivo legal.
As exceções mais comuns são:
- inadimplência do inquilino
- descumprimento contratual grave (uso irregular, sublocação não autorizada, danos ao imóvel)
- acordo formal entre as partes
Fora disso, o pedido gera risco jurídico real.
Contrato por prazo indeterminado
Quando o contrato vence e continua automaticamente, ele passa a ser por prazo indeterminado.
Nesse cenário, o locador pode pedir o imóvel, desde que:
- respeite o prazo legal de aviso (geralmente 30 dias)
- formalize a notificação corretamente
Aqui, a forma importa tanto quanto o direito.
Casos específicos previstos em lei
Há situações menos comuns, mas possíveis, como:
- necessidade de uso próprio do imóvel
- obras estruturais que exijam desocupação
- retomada após acordo mal formalizado
Esses casos exigem ainda mais cuidado na orientação.

Quando o pedido de retomada gera risco jurídico
O risco aparece quando o corretor orienta sem checar três pontos básicos:
- O contrato permite essa retomada?
Cláusulas genéricas ou copiadas de modelos antigos costumam gerar interpretações conflitantes.
- O prazo está sendo respeitado?
Aviso verbal ou mensagem informal não protege ninguém.
- Existe registro do processo?
Sem histórico organizado, o corretor fica vulnerável em qualquer disputa.
Exemplo comum no dia a dia:
“O proprietário avisou o inquilino por áudio que precisa do imóvel em 15 dias.”
Esse tipo de condução quase sempre termina em conflito.
Como o corretor deve orientar o cliente: passo a passo
Quando o proprietário pede o imóvel de volta, o corretor precisa sair do improviso e entrar no método.
Passo 1: Revisar o contrato antes de responder
Nunca oriente no impulso. Leia:
- prazo do contrato
- cláusulas de rescisão
- penalidades previstas
Passo 2: Alinhar expectativa com o proprietário
Explique com clareza:
- o que ele pode ou não fazer
- os riscos de um pedido mal conduzido
- os prazos envolvidos
Passo 3: Formalizar a comunicação
Tudo deve ser:
- escrito
- datado
- rastreável
Dica: não faça acordos soltos no WhatsApp.
Passo 4: Registrar cada etapa
Guarde:
- notificações
- respostas do inquilino
- eventuais acordos
Isso protege o corretor tanto quanto o proprietário.
Passo 5: Mediar, não pressionar
O corretor não é advogado nem parte. Ele é mediador profissional.
Quando conduz com processo, o conflito tende a diminuir.
Onde contratos claros e processos bem definidos evitam dor de cabeça
Grande parte desses conflitos poderia ser evitada lá atrás, na estruturação do contrato.
Contratos claros:
- reduzem interpretações dúbias
- dão segurança ao proprietário
- deixam o corretor respaldado
Processos organizados:
- evitam perda de prazos
- criam histórico de decisões
- profissionalizam a relação
É aqui que a diferença entre improviso e operação aparece.
Como a Mell.ro apoia o corretor nesses momentos
A Mell.ro não entra para decidir no lugar do corretor. Ela entra para organizar a situação.
Com a plataforma, o corretor consegue:
- estruturar contratos claros e padronizados
- realizar assinaturas digitais com validade jurídica
- manter histórico organizado de cada locação
- acessar suporte humano para decisões sensíveis
Quando o proprietário pede o imóvel de volta, o corretor não começa do zero. Ele consulta o contrato, revisa o processo e orienta com segurança.
Isso reduz atrito, protege relações e preserva a autoridade profissional.
Orientar bem evita processo e fortalece sua reputação
O corretor que domina esse tipo de situação deixa de ser apenas um intermediador. Ele vira referência.
Quando você orienta com critério:
- o proprietário confia mais
- o inquilino respeita o processo
- você se protege juridicamente
Se a sua operação ainda depende de contratos soltos, versões diferentes e histórico espalhado, vale repensar.
Organização também é proteção.
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